“Tu foi - e sempre será! - o poeta exagerado. O cara que tocou meu coração desde a primeira nota, que me encantou com sua delicadeza e sensibilidade, que me conquistou com sua rebeldia, que me ensinou a não ter medo da morte, que me contou que o tempo não para e que cantou meus amores e desamores. Tu faz parte do meu show, da minha vida. Tu é o poeta do amor, da rebeldia, da solidão, da música de dor de cotovelo cantada ao pé do ouvido e do rock visceral, gritado.
É, Caju… Hoje você estaria apagando as 54 velinhas do bolo de aniversário que a ‘tia Lucinha’ mandaria fazer pra você, encheria aquele apartamento de Ipanema de amigos e acordaria amanhã com uma ressaca fenomenal, porque não? Uisque para todo mundo, sei que era seu favorito. Um brinde pra você, sua obra, sua vida breve porém marcante, a vida toda que você deixou aqui mesmo depois de ir, sua luz. Parabéns, anjo rebelde, aonde quer que você esteja.